Inércia criativa

 

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Já faz algum tempo que não consigo escrever… Sinto saudades do tempo em que a produção para os marcadores Tagarelices Poéticas e Tagarelices Literárias era intensa. Já refleti muito sobre os motivos que poderiam estar bloqueando meu processo criativo de escrita. Levantei várias teorias mas não cheguei a nenhuma conclusão.

Uma das minhas teorias é a de que, para mim, é mais fácil escrever sobre dor, sofrimento, desilusão, expectativas ou sonhos ainda não realizados. E, estando em estado de felicidade e harmonia, fica mais difícil, a não ser que o escritor incorpore um personagem amargurado. Porém, incorporar personagens não deveria ser tarefa difícil.

Outra das minhas teorias é a de que a correria cotidiana da vida e os mil afazeres que possuo, bem como uma jornada dupla de trabalho, acabam mesmo bloqueando qualquer possibilidade de relaxar a mente para deixar fluir a escrita poética.

Por fim, outra das minhas teorias é a de que o processo criativo de escrita é assim mesmo: com fases frutíferas e fases de “seca”, pelo menos para mim. E tenho que aprender a lidar com a frustração pessoal dessas fases infrutíferas.

Talvez eu devesse instituir alguma disciplina. Tentar escrever por determinado tempo diariamente, independente do que resultasse. Afinal, já dizia o grande Mário Quintana:

“Eu acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus, não tem importância. É preferível, para a alma humana, fazer maus versos a não fazer nenhum. O exercício da arte poética representaria, no caso, como que um esforço de auto-superação. É fato consabido que esse refinamento do estilo acaba trazendo necessariamente o refinamento da alma.
Sim, todos devem fazer versos. Contanto que não venham mostrar-me.”

Talvez eu devesse me cercar de mais estímulo, mas não vejo como, pois acredito que já tenho estímulo o suficiente em minha vida. Afinal, sou leitora voraz e amante das artes em geral (cinema, música, pintura).

Não tenho pretensões de ser uma grande escritora, mas o fato é que me sinto bem e gratificada quando escrevo e sinto falta da minha vertente poética, pois dela também obtenho prazer. E é por isso que sinto tanta falta desses momentos de total entrega a mim mesma, de desvelar minha alma e me desnudar.

Bem, só me resta aguardar pelo retorno da minha criatividade poética (pois a minha criatividade em outras áreas continua bem viva), se é que acontecerá. E, talvez, tentar trabalhar nisso não faça mal, pois trabalhamos para alcançar todas as nossas metas nessa vida, não é mesmo?

 

P.S.: Você já visitou os marcadores Tagarelices Poéticas e Tagarelices Literárias do blog? Passa lá!

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