Diabéticos Tipo 1 Famosos

É incrível a quantidade de pessoas, inclusive famosas, que são diabéticas tipo 1 e sequer imaginamos. Por isso, resolvi abrir uma seção sobre isso. A idéia é ir mostrando aos poucos quem são os diabéticos tipo 1 famosos.

Como o diagnóstico para algumas pessoas é assustador e sempre vem cheio de medos que vão desde a pensar que nunca mais na vida se pode comer um chocolate até a pensar que poderá ficar cego ou sofrer amputação de algum membro, resolvi começar com um exemplo de uma pessoa que foi diagnosticada aos 33 anos de idade e hoje tem 79 anos e está muito bem. Estou falando da atriz norte-americana Mary Tyler Moore.

Lembram dela? Famosa por The Dick Van Dyke Show e por The Mary Tyler Moore Show, sucessos da TV americana nas décadas de 60 e 70.

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SAG AWARDS

Mary Tyler Moore é diabética tipo 1 há mais de quatro décadas e é a prova de que é possível viver bem com essa condição, desde que tenhamos consciência sobre ela e tenhamos responsabilidade, adotando os cuidados necessários e mantendo a glicemia controlada.

Quanto mais controlada, estável e dentro da meta a glicemia, menor a chance de complicações futuras. Evidentemente que medicina não é matemática e também que não temos controle sobre absolutamente tudo nesta vida e que muitos fatores impactam nossa glicemia, mas eu acredito fortemente que, quanto mais nos cuidamos, mais afastamos as chances de termos complicações sérias no futuro. E Mary está aqui para corroborar meu pensamento, não é mesmo? Afinal, viveu bem com DM1 por muitos anos.

Mary passou a apresentar complicações na visão apenas há dois anos. Ou seja, aos 77 anos. O que significa que ela viveu muito bem por 44 anos. E precisamos lembrar que, quando ela foi diagnosticada, há 40 anos, não existiam muitos dos recursos e da tecnologia que hoje temos disponíveis. Não existiam sequer glicosímetros para verificar e monitorar a glicemia. As opções de insulina eram limitadas e bombas de insulina eram um sonho distante. Naquela época, a maioria das pessoas aplicava uma injeção por dia e torcia pelo melhor, recorrendo apenas à alimentação e exercícios.

Naquela época, se houvesse complicações, não havia muito a ser feito e os médicos apenas sugeriam ao paciente para reforçar seus cuidados. Hoje, ao menor sinal de que possa haver alguma complicação, os médicos sabem o que fazer, estão preparados e dispõem de diversos recursos para auxiliar os pacientes, prevenindo e até impedindo o desenvolvimento ou agravamento de tais complicações.

Mary foi e é porta-voz da causa. Junto com seu marido, Dr. S. Robert Levine, sempre somou esforços para combater o diabetes e buscar a cura, mesmo sabendo que possivelmente não se beneficiaria do resultado de seu trabalho, pois avanços na área levam tempo, mas acreditando em um futuro melhor para os diabéticos. Mary sempre falou aberta e honestamente sobre sua vida com diabetes e isso tem um valor inestimável, pois ajuda a desmitificar, contribui para um mundo mais informado e preparado e ajuda a eliminar preconceitos.

Mary escreveu um livro de memórias onde relata sua vida e, obviamente, um dos temas é o diabetes. O título é “Growing Up Again: Life, Loves and Oh Yeah, Diabetes” (Crescendo De Novo: Vida, Amores e Sim Diabetes), está disponível na Amazon e figurou na lista de best sellers do New York Times.

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 Bem, se Mary Tyler Moore, mesmo não dispondo de todos os recursos e tecnologias que nós dispomos hoje, conseguiu viver bem com diabetes por mais de 40 anos, tenho certeza de que nós também somos capazes. Temos à nossa disposição insulinas análogas basais e ultra-rápidas que dão ótimos resultados no controle da glicemia, bombas de insulina, sistemas de monitorização contínua de glicemia, pulseiras que identificam sintomas de hipoglicemia, contagem de carboidratos, informação constante, aplicativos, grupos de apoio, profissionais de saúde mais preparados. Evidentemente que há muito a evoluir, um longo caminho a percorrer. Infelizmente nem todos esses recursos estão disponíveis para todos, mas precisamos nos unir e lutar para que estejam. Todos temos direito a ter acesso ao melhor que há para o tratamento do diabetes e juntos somos fortes. Infelizmente, embora muito já tenhamos avançado, ainda estamos distantes da cura, mas não devemos perder a esperança e devemos continuar lutando para encontrá-la. Sigamos o exemplo de Mary e de tantas outras pessoas engajadas nessa causa.

Diabetes é uma coisa séria? É sim. Diabetes é difícil? É sim. Lutamos todos os dias? Lutamos sim. Mas podemos administrar e viver bem. O primeiro passo é nos aceitarmos, nos assumirmos. Junto disso, devemos buscar sempre mais conhecimento e mais informação. Devemos priorizar nossa saúde, investir nos cuidados, em escolhas alimentares saudáveis e inteligentes, investir na atividade física (nisso, confesso que estou pecando, mas me comprometo a melhorar). Devemos buscar auto-conhecimento e buscar sempre o melhor para nós. Devemos ter organização, planejamento, disciplina, determinação, foco, força. Devemos escolher a vida todos os dias. E não desanimar. Dessa forma, estaremos afastando e evitando complicações futuras. E isso é o que todos desejamos: uma longa e boa vida, sem complicações. Então, vamos respirar fundo e controlar essa glicemia, ok? 😉

PS: E, para as férias, que tal assistir ao The Mary Tyler Moore Show e ler o livro dela?

Fontes utilizadas nesta postagem:

https://asweetlife.org/thanks-to-mary-tyler-moore/

https://www.amazon.com/Growing-Up-Again-Loves-Diabetes/dp/B005HKR358

Imagens: Google Images

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