Dannes na Cozinha: Pão Low Carb de Farinha de Amêndoas

pão 1.jpg

Apesar de não ser celíaca, eu tenho uma certa intolerância ao glúten, mais especificamente à farinha de trigo, percebo as reações do meu corpo quando a consumo. Sendo assim, com orientação nutricional, retirei a farinha de trigo da minha rotina alimentar. Muito raramente eu abro uma exceção para algum alimento que contenha farinha de trigo (como pastel de carne, sopa de capeletti, bife à parmeggiana, alguma delícia da culinária árabe ou uma fatia da melhor torta do mundo – a Casa Cor da Leckerhaus). Porém, essas ocasiões tem sido cada vez mais e mais raras. Acredito que seja pelo fato de o meu organismo já não estar mais acostumado a receber o trigo e, então, a cada vez que consumo, parece que meu corpo rejeita mais e mais. E eu costumo escutar meu corpo, acredito que ele me manda claras mensagens sobre o que me faz bem e o que não me faz.

Além disso, a farinha de trigo é muito pior para o diabetes tipo 1 do que o açúcar. O açúcar é muito fácil de corrigir com aplicação de insulina. Basta fazer a contagem de carboidratos quando como açúcar, aplicar o bolus e pronto. Já a farinha de trigo é um horror… Eleva muito mais a glicemia, dá um pico tremendo e depois é muito custoso trazer a glicemia de volta ao normal. Logo, não há nenhum motivo para consumir o trigo. No meu dia-a-dia, já há muito tempo, os alimentos com trigo que eu consumia eram poucos. Mesmo antes do diagnóstico do diabetes, eu sempre preferi os alimentos integrais e já consumia macarrão e pão integrais, por exemplo. Depois de um tempo, só o que restou mesmo na minha alimentação rotineira foi o pão integral: uma fatia por dia no café da manhã e sempre lendo os rótulos para me certificar de que o pão era verdadeiramente integral. Porém, já há algum tempo, retirei até o pão integral da minha mesa e do meu prato.

E como faz para substituir a farinha de trigo? Na verdade, não tem muito mistério, basta utilizar as farinhas funcionais que possuem maiores benefícios para a saúde em geral. A melhor delas, na minha opinião, é a farinha de amêndoas. É ótima nas receitas de pães, bolos, tortinhas, panquecas e muito mais. Mas existe uma infinidade de farinhas, cada uma servindo a um propósito (tanto culinário quanto nutricional). Em se tratando de macarrão, por exemplo, gosto muito dos feitos com farinha de grão de bico. Outras farinhas que gosto muito de utilizar são: de linhaça (uma delícia para misturar em frutas, inclusive no café da manhã), de coco (para receitas, tem o segundo lugar na minha cozinha), de amendoim (leva o terceiro lugar aqui em casa), de aveia, de banana verde, de arroz integral. Quase tudo é “farinhável” e existem muitas farinhas funcionais mesmo. Teste, experimente, descubra as suas favoritas.

E agora chega de papo e vamos passar logo à receita! A receita original é do blog Vida Low Carb e lá tem até vídeo. Geralmente eu adapto as receitas, gosto de usar a criatividade, mas fui bem fiel dessa vez (apesar de já estar cheia de idéias para as próximas fornadas). A única coisa que acrescentei foi uma pitada de sal rosa do Himalaia.

Pão Low Carb de Farinha de Amêndoas

Ingredientes

3 ovos

1 xícara de farinha de amêndoas (120 a 150 g)

50 g de queijo parmesão ralado

3 colheres de sopa de nata ou de creme de leite sem soro (45 g)

3 colheres de sopa de água

10 a 15 g de fermento em pó

Sal rosa do Himalaia a gosto

Modo de fazer

Pré-aqueça o forno a 200° por cerca de 10 minutos. No liquidificador, coloque todos os ingredientes, exceto o fermento, e bata. Após, misture lentamente o fermento à massa. Despeje a massa em uma forma de silicone. Leve ao forno, na temperatura aproximada de 200°, por aproximadamente 30 minutos ou até que fique dourado.

Eu fiz exatamente dessa forma e, depois de pronto, pesei o pão e deu 365 g. Cadastrei a receita no My Fitness Pal e descobri que o pão inteiro conta com 29 g de carboidratos (cho). Isso significa que 8% do pão é composto por carboidratos. Dessa forma, quando for consumir, basta pesar a porção e calcular a quantidade de carboidratos da porção para fazer o bolus (aplicar insulina ultra-rápida). Na foto abaixo, pesei uma porção de 31 g de pão. Para descobrir a quantidade de carboidratos dessa porção, basta multiplicar 31 por 0,08. Assim, essa porção tem 31 g de pão possui 2,5 g cho. Fácil, né?

Depois foi só alegria: comer, comer! Teve petisco na janta acompanhado de um creme maravilhoso de castanhas e tomates secos do Raw Porto Alegre (lembrando que, se você for diabético, precisa ter cuidado ao beber pois o álcool pode levar a um episódio de hipoglicemia, converse com seu médico sobre como agir para prevenir e evitar e nunca beba álcool sem comer alguma coisa com carboidratos junto) e teve pãozinho com manteiga hoje no café da manhã. E com a glicemia controlada, o que torna tudo muito melhor!

Gostou? Espero que sim. Investir em ingredientes de qualidade é investir na própria saúde. E cuidar da própria saúde é cuidar da própria vida. Afinal, existe patrimônio maior do que a sua saúde e a sua vida? Cuidar da saúde é um ato de amor próprio.

Se você fizer a receita, me conta. Se você usar a criatividade e adaptar a receita, me conta. Bom proveito!

PS: Em breve, farei um post sobre o Raw Porto Alegre. Lugar que estava na minha lista há tempos e que, enfim, conheci recentemente e pelo qual simplesmente me apaixonei!

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s